Quem convive com doenças respiratórias como rinite ou asma sabe o quanto a qualidade do ar pode impactar o bem-estar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a umidade relativa do ar ideal para a saúde fica entre 40% e 60%.
Quando o índice fica muito abaixo disso, o ar seco provoca ressecamento nasal, irritação nos olhos, tosse, pele ressecada e agravamento de crises alérgicas e respiratórias. Já quando a umidade está acima do recomendado, aumenta o risco de proliferação de ácaros, fungos e outros microrganismos, o que também piora os sintomas de alergia e asma.
Purificador ou umidificador: qual escolher?
A escolha entre purificador e umidificador depende das necessidades específicas de cada ambiente e de cada pessoa.
O purificador de ar é mais indicado para locais com acúmulo de poeira, pelos de animais, poluição, fumaça, odores fortes, mofo e para pessoas com alergia respiratória ou asma. Ele atua removendo essas partículas do ar, tornando o ambiente mais limpo.
Já o umidificador é mais adequado para quem sofre com o ar seco ou faz uso intenso de ar-condicionado, que também resseca o ambiente. Ele adiciona umidade ao ar, sendo especialmente útil em épocas de inverno muito seco, para aliviar o ressecamento nasal e até sangramentos em bebês e crianças, ou quando a umidade relativa está abaixo de 30% ou 40%.
Cuidados no uso e riscos do uso prolongado
Embora esses aparelhos tragam benefícios, alguns cuidados são essenciais. Não há restrição quanto ao horário de uso, mas é recomendável monitorar a umidade do ambiente — seja com aparelhos específicos ou observando se a respiração ficou mais confortável. Uma boa prática é ligar por períodos de duas a três horas e depois desligar.
O uso excessivo do umidificador pode facilitar a proliferação de fungos e bactérias. Por isso, ele deve ser limpo regularmente e, se possível, abastecido com água mais pura, como água destilada ou desmineralizada.
Com o purificador, o risco é menor, mas exige troca frequente do filtro e manutenção adequada. A recomendação é não ultrapassar o prazo de troca indicado pelo fabricante, evitar usá-lo em ambientes muito úmidos e limpar a entrada de ar com regularidade.
Filtro, tamanho e potência: o que considerar na hora da compra
Para quem tem condições respiratórias, o filtro mais indicado tanto para purificadores quanto para umidificadores é o HEPA (True HEPA ou HEPA H13). Ele é capaz de reter partículas finas como pó, pólen, ácaros, alérgenos, pelos, bactérias e fungos. Já os filtros ionizadores têm efeito mais limitado, atuando apenas na redução de ozônio.
Na escolha do aparelho, leve em conta o tamanho do ambiente e a potência indicada pelo fabricante:
Purificador: o ideal é escolher um modelo que cubra uma área maior que o seu cômodo. Por exemplo, se o quarto tem 20 m², opte por um aparelho que atinja 25 m². Observe também a eficiência de filtragem, o nível de ruído, a frequência de troca do filtro e a rapidez com que ele limpa o ar.
Umidificador: verifique a capacidade em litros e a autonomia. Para quartos pequenos, de 2 a 4 litros são suficientes; para ambientes maiores, 5 litros ou mais podem ser necessários. Se o uso for para bebês, prefira modelos silenciosos, com luz suave, desligamento automático e fácil limpeza, já que o aparelho será utilizado com frequência.
Manter a qualidade do ar dentro de casa é um passo importante para proteger a saúde respiratória, especialmente para quem já convive com alergias ou asma. Escolher o aparelho certo e usá-lo com os devidos cuidados pode fazer toda a diferença no dia a dia.
